O Campo de Marte é o aeroporto de onde parte a maioria dos vôos em São Paulo, existem também os heliportos e helipontos espalhados pela capital, que já são 215.
Emissoras de rádio e TV, serviços hospitalar, empresas de segurança, vôos panorâmicos, vôos de instrução no intuito de formar pilotos, taxi aéreo e os Helicópteros da Policia Militar também conhecidos como os Águias, ocupam o espaço aéreo deixando uma pergunta a todos:
É seguro esse meio de transporte?
Tudo é tão organizado como parece?
Segundo o piloto da escola de instrução Golden Fly, situada no Campo de Marte, Mauricio dos Santos Baliana, diz que realmente trata-se do segundo meio de transporte mais seguro do mundo, perdendo apenas para o elevador. Essa afirmação também já foi proferida por especialistas da área. Relata ainda que existem normas e procedimentos a serem rigorosamente seguidos, desde o momento que liga a aeronave até a decolagem.
Em primeiro lugar está a manutenção.
Já com prévia autorização da torre de controle, liga o Helicóptero e aguarda a ordem para decolagem, sendo ainda necessário taxiar a pista dentro das normas determinadas pelo órgão competente.
No alto devem seguir as vias imaginárias existentes no ar, manter a comunicação entre outras aeronaves, que também sobrevoam a cidade, como procedimento de segurança.
Já as aeronaves da Polícia Militar, Esquilos e denominados de Águias seguem o mesmo procedimento, durante as decolagens de emergência.
A frota de Helicópteros em são Paulo, já ultrapassa o número de 500, ocupando o primeiro lugar no mundo, com isso veio o crescimento no número de acidentes na cidade. Algo que vem preocupando a população.
Passageiros, pilotos e funcionários do Campo de Marte garantem que é tranquilo voar, que tudo é bem organizado e seguro.
Enquanto aos acidentes, o cinegrafista Alexandre Borracha da TV Record, que estava em um helicóptero que caiu em 10 de Fevereiro de 2010 no jóquei clube de São Paulo, diz que apesar da tragédia o piloto fez todo procedimento correto, não desceu antes para não atingir os veículos, assim retardou em alguns segundos o pouso forçado, que acabou se tornando em uma forte queda tirando a vida de Rafael Delgado Sobrinho, quem pilotava. Borracha teve ferimentos graves ficando vários dias internado, mas teve uma recuperação bem sucedida e já esta voando novamente.
No incidente que ocorreu no dia 16 de dezembro de 2010, uma terça feira com o helicóptero da rádio Eldorado, o jornalista Flavio Perez que estava a bordo, relatou que o aparelho simplesmente desligou no ar, descendo rapidamente. “O piloto André Soares, ficou mais nervoso do que eu” disse ele.
Antes de bater no chão pegou em uma arvore e caiu na Avenida Tiradentes. Por sorte o Semáforo que cruza a Avenida Tiradentes com a Avenida dos Estados fechou, facilitando descida não atingindo nem um veiculo e ninguém em terra. Ninguém se feriu.
As causas do acidente segundo o repórter ainda são desconhecidas.
É comum ouvirmos pelos meios de comunicação quando ocorre um acidente aéreo: “as causas do acidente já estão sendo investigadas e o laudo final das investigações sairá em trinta dias”, mas nunca vem à público os verdadeiros motivos.
Fica ai a dúvida, até que ponto e seguro voar em São Paulo?
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