sábado, 19 de novembro de 2011

Visita à Marília

Cidade em que Franz Netto viveu e faleceu




Após um mês de constantes contatos via e-mail, Orkut e telefone, houve uma visita à Marília e entrevistamos o jornalista Walmir Saia, que os recebeu nos estúdios da rádio Dirceu, contou como foi trabalhar com Franz Netto e das poucas historias que o repórter aéreo contava.

No mesmo dia fomos à casa em que Franz Netto morava e entrevistamos a Sra. Marineuza Rocha, sua última esposa, que nos mostrou algumas fotos do arquivo familiar e contou o que Franz dizia sobre a cobertura do incêndio do Edifício Joelma e do acidente de helicóptero que sofreu nos anos 70, quando trabalhava na rádio Bandeirantes.

“Quando o Joelma pegou fogo ele estava na casa dele e de repente ouviu aquele barulho, percebeu e já saiu correndo, ficou três dias fora de casa nessa época só trabalhando, trabalhando... uma das mais importantes matérias que ele fez, então que foi muito traumático. Acho que ele tinha até um trauma. Às vezes ele contava, ele ate chorava falando desta parte das pessoas se jogando lá de cima, eles tentando salvar por cima assim, não tinha como salvar, era muito quente”
“Então ele falava também que eu foi o primeiro cara que falou um palavrão no ar. Quando ele caiu ele disse: PUTA QUE PARIU, tô vivo. E não podia falar isso naquela época né”.


Após isto, Ricardo Verceloni nos acompanhou até o Museu Histórico Pedagógico da UNESP (Universidade Estadual Paulista) de Marília e nos mostrou uma pequena exposição sobre a história do rádio, em que há alguns objetos e fotos de Franz Netto.

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